"Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e
sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade."
(Nietzsche)


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sábado, 4 de outubro de 2008

Começo ou fim??

Voltando aqui só para expressar minha decepção...
Entenda, decepção comigo e com a vida!
Me sentindo um grão de areia no meio da imensidão do mar.
Sabe aquela roupa velha, que um dia você não tirava do corpo? Mas que agora está jogada e mofando em algum lugar no fundo de uma gaveta?
Lembra aquele livro que você um dia achou super interessante, mas que agora parece um conto de fadas tosco?
Aquele CD que arranhou de tanto você ouvir, mas que agora vive coberto de poeira? É, você não quer mais ouvir, nem ver... te relembra coisas inoportunas no seu cotidiano fabulosamente novo!
Reconhece aquele amigo de todas as horas, com quem dividia as alegrias e, principalmente, corria em busca do ombro nas tristezas? Ele continua no mesmo lugar... mas você finge que nem lembra onde ele mora!
Me sinto mais ou menos assim... só que pior!
Sabe os desenhos animados? Os personagens correm e passam direto no precipício... mas eles nem caem! Quando olham pra baixo e se dão conta que estão suspensos no ar, sentem aquele frio na barriga... aquela sensação de desmoronamento, desproteção... É aí que caem!
O segredo da vida é isso: nunca olhar pra baixo!
Clichê, mas é tudo que consigo lembrar quando sinto essa sensação de começo-mal-terminado!


Meu beijo, menos malvado e mais dolorido...
Sua, sempre sua...
Srta Emy.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Descoberta piegas

Bem, não sei por onde começar!
Começar a falar sobre algo tão repentino.
Talvez você devesse dizer surpreendente, uma vez que nem você acreditava (e acredite, ninguém!) ser possível acontecê-lo.
Ao mesmo tempo é algo tão previsível. Até mesmo evidente.
Sim, realmente era a pessoa que você estava procurando!E é aí que mora o perigo! Não saber se encontrou ou se foi encontrada. Para tanto, direi que nos descobrimos!
Bem piegas, não é mesmo?!
Mas como explicar uma química perfeita... uma sensação de bem-estar constante... o fato de discorrer sobre qualquer assunto com uma cumplicidade ímpar?
Errado. Não é paixão! É alguma coisa diferente... mais comum, mas com a mesma força arrebatadora.
Como se já conhecesse alguém há anos e a pessoa soubesse do que você gosta... como você gosta...e até o porquê de gostá-lo.
Como se você tivesse seus pensamentos roubados e, nem seu jeito fujão, é capaz de despistá-lo!
A característica mais marcante da sua personalidade se perdeu. Teria eu sido domada finalmente? Não consigo dissimular o que sinto, nem fugir do que penso ou, muito menos, falar da boca para fora!
Acho que, de repente, descobri ser uma outra pessoa...
Isso!
Uma garota piegas o bastante para ouvir repetidas vezes a mesma música. Relembrando os mínimos detalhes daquela última conversa. Dizendo sem receio que está com saudades. Se achando bonita ao mirar o espelho.
Renovada.
Diferente.
Uma menina descobrindo que já não pode chorar sozinha na escuridão do quarto comprido.
Com a mesma rapidez com a qual me descubro, sinto-me protegida.
Mais forte.
Mais madura.
Mais mulher.
O que realmente não queria descobrir é que não mais menina. E que não posso usar esse fato para mascarar minhas imprudências.
Sou responsável por tudo aquilo que digo, faço, escondo, demonstro e vivo.
Sim, descobrir-me mulher na beira de um precipício!
[Da caixa!]